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Resolução de vídeo ideal: o que você precisa saber sobre o assunto?

Muito se ouve falar sobre a resolução de vídeo, sobre qualidade, definição e diferenças. É comum preferir assistir aquele vídeo em “Full HD”, em alta definição, porque é mais bonito, mais “cinematográfico” e tudo mais. Mas o que de fato muda? Como isso acontece, ou melhor, como isso funciona?

Pois foi pensando nisso que elaboramos este artigo para você, caro leitor. Um texto que tem como objetivo primordial desmistificar esse embrulho, explicando a lógica de como tudo funciona, começando pelo básico e aprofundando um pouco mais adiante. Então, de uma vez por todas, chega de ficar perdido quando o assunto é resolução de vídeo.

Neste texto falaremos, de forma simples e menos técnica, sobre os formatos que existem, as resoluções de vídeo mais comuns nos dias de hoje e o que isso tudo significa. Pois então, tenha uma boa leitura!

Conheça o conceito de pixel

Por que começar com pixel? Para que você entenda, de fato, o significado de uma resolução de vídeo, é necessário que você entenda primeiro o conceito de pixel e também como sua densidade/quantidade gera influência na qualidade da imagem.

De modo simples, todo dispositivo de reprodução é constituído por pixels. Eles são pontos pequenos que assumem uma determinada cor e acendem na tela, de forma que quando combinados, formam uma imagem aos nossos olhos. Também pode se entender um pixel como o menor tamanho que uma “imagem” pode ter (representado por uma única cor ou informação).

Entenda a relação entre a densidade de pixels e a qualidade da imagem

Vamos usar de exemplo a tela de uma televisão. Ela necessita de muitos pixels para formar uma imagem, assim como qualquer aparelho de reprodução, mas se implementarmos essa mesma quantidade de pixels na tela de um celular, ele acabará com uma densidade maior, porque teremos muitos pixels em uma área menor.

Aonde queremos chegar com esse exemplo? Aumentar a tela não gera um aumento na qualidade da imagem, para alcançar isso, é necessário um aumento na quantidade de pixels presentes.

Conheça as variáveis da resolução de vídeo

A resolução de vídeo, nada mais é que o nível de detalhes que contém a imagem, que é quantificado pela quantidade de pixels presentes. Na resolução 1920×1080, por exemplo, nós temos uma imagem que é capaz de apresentar 1920 pixels por linha horizontal e 1080 pixels na vertical, como uma matriz. Colocando esses pixels todos em conjunto e acendendo cada um deles em cores diferentes, conseguimos uma imagem que, quanto maior a sua resolução mais informação é capaz de transmitir na tela.

A seguir, destacamos algumas das resoluções mais comuns, mas entenda que existem muitas resoluções diferentes. Confira!

  • 360p — 480×360 — uma resolução que, para os padrões de hoje em dia, apresenta uma qualidade de imagem mais baixa;

  • 480p — SD — 854×480 — a resolução mais usada no DVD e uma das melhores resoluções para se transmitir online, pois tem uma boa qualidade e não requer tanta banda;

  • 720p — HD — 1280×720 — possivelmente a mais famosa dentre as resoluções, também chamada de alta definição, graças ao aumento do tamanho das telas no mercado;

  • 1080p — Full HD — 2k — 1920×1080 — a resolução mais comum dos filmes em Bluray e o limite de resolução que é suportado pela maioria das televisões e videogames da atualidade;

  • 4320p — UHDTV — 8k — 7680×4320 — ela tem mais de 33 milhões de pixels para formar a imagem e é dezesseis vezes mais que o Full HD, mas ainda não tem muito suporte, estando disponível apenas em alguns cinemas em IMAX, que têm telas de vinte e dois metros de altura.

Conheça a relação dos formatos de tela

É, literalmente, o formato de uma tela. Nos dias de hoje, quase não se encontram formatos que não sejam um quadrado ou um retângulo, sendo comum encontrar, principalmente, dois formatos no mercado:

  • 4:3 — trata-se do formato padrão da televisão quadrada e que, hoje em dia, não é mais comum no mercado, sendo mais compatível com antiguidades;

  • 16:9 — Widescreen — um formato lançado lá em 1980 e que se popularizou apenas em meados de 2009 graças ao sucesso das telas retangulares, tornando-se o padrão de quase qualquer tipo de produção no mercado.

Entenda o que é a medida PPI

PPI significa: pixels por polegada, em português. Com o avanço das tecnologias, as pessoas conseguiram comprimir o tamanho do pixel, de forma que ele ficasse menor ainda e coubesse em uma tela sem alterar as dimensões físicas, podendo incluir mais detalhes ali.

Ou seja, hoje, smartphones mais avançados têm capacidade de oferecer mais informações de imagem, mesmo que em uma tela menor e, portanto, quanto mais PPIs, melhor é a qualidade da tela.

Compreenda a relação da proporção e com a qualidade de exibição e banda

Apesar de a indústria ter estabelecido seus padrões baseados em: quanto maior a resolução, maior a tela, maior a qualidade, etc. — o que não é mentira —, ainda é preciso salientar algumas coisas sobre a produção de conteúdo nesse nível de qualidade.

Quanto maior a resolução da tela, maior a banda que se consome para se transmitir e receber um determinado conteúdo, assim como mais caro custa um hardware ou uma tela que consiga suportar essa qualidade.

Fato é que, apesar de termos tecnologia para criar conteúdo em alta qualidade, é preciso pesar até que ponto esse trabalho será recompensado pelo seu público. Transmissões em 4K, por exemplo, exigem uma conexão extremamente rápida com a internet, o que até a indústria entende que ainda é uma realidade distante para muitas pessoas, inclusive em países desenvolvidos.

No Brasil, então, os preços geralmente não compensam o custo da produção desse conteúdo e, portanto, é necessário que você fique atento a esses detalhes.

Por fim, com o conhecimento obtido com o nosso artigo, você deve estar entendendo muito mais sobre resolução de vídeo, que é uma demanda muito forte do público que consome esse tipo de material. Entender os conceitos e planejar bem como vai será a produção de conteúdo agregará muito valor ao produto final, sendo absolutamente importante no mercado.

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